Foi realizada nesta terça-feira
(07), no auditório da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, reunião
com diversos produtores rurais informais com intuito de que esses produtores
possam legalizar seus produtos principalmente na produção de queijo, fazendo
assim com que suas mercadorias possam ser distribuídas no comércio do
município.
O SIM é um serviço que consiste
na inspeção de produtos de origem animal produzidos no município, a fim de
garantir a qualidade dos produtos. Os Produtores inspecionados e aprovados
recebem o selo de garantia, possibilitando que os produtores se qualifiquem a
oferecer seus produtos no mercado.
Essa reunião foi reunião foi
idealizada pelo Superintendente de Agricultura Eduardo Crespo, após receber
determinação do Ministério Público, mencionando que os produtos de origem
animal para comercialização no município, só poderiam se dar com selo de
inspeção municipal. Com essa determinação os produtores mais atingidos seriam
os produtores de queijo, uma vez que a superintendência através dos Programas
Mais Frango e Mais Leite já incentivava a legalização de outros tipos de
produções. “Não podemos deixar que o produtor rural de campos sofra por falta
de conhecimento de boas práticas e por falta de selo de garantia, impedindo-o
de comercializar seus produtos no município. Estamos sempre buscando caminhos
para fazer com que o produtor cresça e se torne um empresário independente” disse
Crespo.
O encontro foi conduzido pelo
Eduardo com ajuda da equipe de veterinária da Superintendência de Agricultura e
teve participação da veterinária e mestre em ciência animais Vera Cardoso de
Melo, que apresentou a proposta de um novo Projeto da Superintendência , o
programa Queijeiro Legal, que no primeiro momento seria uma oficina de três
módulos para os produtores de queijo em parceria com o SEBRAE, a ser realizada
em pontos estratégicos do município nomeados de ADRs.
Nessa capacitação, o primeiro módulo
orientaria sobre infraestrutura e layout, o segundo módulo sobre melhorias no
processo produtivo, boas práticas , treinamento em campo e aproveitamento de
outros itens do queijo, como o soro, o terceiro e ultimo módulo abordaria as
normas obrigatórias da ANVISA e do Ministério da saúde e todo o processo para
obter o SIM.
Num segundo Momento seriam
inseridas as clínicas de queijo, que nada mais são do que uma consultoria
técnica individual em cada propriedade custeada 20% pelo produtor e 80% pelo
SEBRAE. O grau de interesse dos produtores pelo programa foi grande, contando
com número acima 25 pré-inscritos na reunião.
Por Alessandra Santos
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