Durante reunião pública, realizada nesta quarta-feira (14) pela Superintendência de Agricultura e Pesca, ficou definido que os vazamentos existentes na comporta do terminal pesqueiro, que contamina com água salgada o canal do Quitingute, serão fechados através de barragem.
Os vazamentos vêm provocando a salinização de canais da Baixada Campista, tornando as águas dos canais impróprias para agricultura, pecuária, pesca e ainda descontrolando o ecossistema da região. Na próxima segunda-feira (19), representantes das entidades que participaram da reunião, assim como os produtores, irão ao local para avaliar a melhor maneira de isolá-lo.
Na reunião, realizada no Sindicato da Indústria de Cerâmica, na localidade de Mineiros, Baixada Campista, ficou definido também que ocorrerão outras reuniões na Câmara Técnica de Bacia Hidrográfica para discutir intervenções para controlar a salinização em outros canais como de Vala do Mato, São Bento e Lagamar. A reunião teve como objetivo discutir ações para controlar a salinização nos canais da Baixada Campista, através de parceria com órgãos competentes, no Sindicato da Indústria de Cerâmica.
- A finalidade da reunião foi dar ciência à população de quais medidas amenizadores de controle serão tomadas para evitar a curto prazo que a salinização continue ocorrendo , uma vez que esse problema afeta diretamente os cidadãos da baixada tornando as águas dos canais impróprias para agricultura, pecuária, pesca e ainda descontrolando o ecossistema da região – informa o superintendente, Eduardo Crespo.
Estiveram presentes o superintendente de Pesca Rodolfo Ribeiro; os representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) Paulo Jorge e Rene Justen; a representante do Comitê de Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul (CBHBPS) Joana Siqueira, assim como membros de outras entidades engajados em solucionar esse problema, e produtores de várias localidades.
Eduardo Crespo lembrou que, nos últimos anos, a prefeitura realizou ações para conter esse transtorno que atinge a comunidade e explicou que as ações tiveram que ser interrompidas devido à falta de recursos provenientes da crise econômica, agradavas pela queda de receita do município em função do preço do barril do petróleo. Logo após, os representantes do Inea apresentaram dados sobre o nível de salinização dos canais e quais medidas poderiam ser tomadas para minimiza-los.
-Esse encontro está acontecendo motivado pela solicitação da população que foi encaminhada ao Inea, através de ofício pela Agricultura, buscando definir medidas cabíveis para minimizar esse problema.
Infelizmente, nesse momento, a prefeitura não pode resolver esse problema sozinha mas, se unirmos forças com criatividade e prioridade entre instituições e a população, tenho certeza que vamos conseguir resolver tudo. Vamos continuar pedindo a Deus que mande grande quantidade de chuva, pois essas são medidas pontuais que estamos tomando, mas a chuva em grande escala é a única maneira de acabar com o problema - ressaltou Eduardo Crespo.
Por: Alessandra Santos
Por: Alessandra Santos

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